23/11/2009

Lançamento duplo de Jania Souza


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Começa hoje maior evento musical da UFRN


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Hoje começa a "Semana da Música 2009" na Escola de Música da UFRN. O público vai poder curtir diversas atrações musicais gratuitas. A abertura oficial do evento é com a "Orquestra de Câmara da UFRN", às 19h30, no Auditório da EMUFRN.

Para o concerto de abertura, a Escola de Música da UFRN convidou o maestro gaúcho Tiago Flores que atua na Osquestra Ulbra, uma das mais renomadas orquestras brasileiras, para atuar à frente da orquestra formada por alunos do curso técnico e bacharelado da EMUFRN.

Todos os dias têm apresentações artísticas que começam no período da manhã e são encerradas à noite. O evento traz mais de 30 apresentações, sendo o maior evento musical da universidade federal.

Confira a programação musical:

Segunda

19h30 - Solenidade de abertura com "Orquestra de câmara da UFRN"

Local: Auditório da EMUFRN

Terça

11h30 - Banda Escola no Hall da Cantina

11h30 - Duo Sem Nome no Hall da Cantina

16h00 - Quarteto de cordas no Hall da EMUFRN

16h00 - Trombones e tubas da EMUFRN no Hall da EMUFRN

16h00 - Big Band Jovem no Hall da EMUFRN

19h30 - Arcádia Provençal, Madrigal da UFRN, Grupo de ópera Canto Dell´Arte

Local: Auditório da EMUFRN

Quarta

11h30 - Grupo de Percussão da EMUFRN no Hall da Cantina

11h30 - Grupo de Trompetes da EMUFRN no Hall da Cantina

16h00 - Poetas Líricos no Mini Auditório

16h00 - Quarteto Sobre Saltos no Mini Auditório

16h00 - Alunos do Prof. Miguel Kolodiuk no Mini Auditório

19h30 - Orquestra de violões, Grupo de câmara Prof. Miguel Kolodiuk e Lançamento do cd "Universo" de Radegundes Feitosa Local: Auditório da EMUFRN

Quinta

11h30 - Quarteto de Trompas no Hall da Cantina

11h30 - O canto do choro no Hall da Cantina

16h00 - Octeto de violoncelos da EMUFRN no Hall da EMUFRN

16h00 - Grupo de metais e percussão da EMUFRN no Hall da EMUFRN

19h30 - Sexteto Potiguar, Octeto de Saxofones, Potibones e Octo Voci

Local: Auditório da EMUFRN

Sexta

11h30 - Grupo de Clarinetas e Percussão da EMUFRN no Hall da Cantina

11h30 - Trio Ponto de Bala no Hall da Cantina

16h00 - Alunos do Prof. Tarcísio (piano) no Mini Auditório

16h30 - Alunos do Prof. Rogério (piano) no Mini Auditório

17h00 - Orquestra da EM de Macaíba no Mini Auditório

19h30 - Duo Taufic, Grupo Acorde, Nelson Farias e Big Band Jerimum Jazz

Local: Auditório da EMUFRN

Sábado

11h30 - Quarteto Sax in Bach no Hall da Cantina

12h00 - Banda Organus no Hall da Cantina

16h00 - Recital/Palestra - Elke Riedel e Maria Célia Vieira no Auditório Onofre Lopes

19h30 - Duo Álvaro/Danilo, Alzeny Nelo e Octeto de violoncelos, Orquestra Sinfônica da Semana da Música 2009

Local: Auditório da EMUFRN

Monica Bellucci - haicai - Lívio Oliveira


Monica Bellucci

Arte em cena alada

Tudo pode estar no mundo

Senso tenso nuca

A Compensação - crônica - Luís Fernando Veríssimo


Napoleão Bonaparte

O mundo, e certamente o Brasil, seriam outros se alguns Napoleões tivessem ficado com a literatura e esquecido o poder.


Não faz muito, li um artigo sobre as pretensões literárias de Napoleão Bonaparte. Aparentemente, Napoleão era um escritor frustrado. Tinha escrito contos e poemas na juventude, escreveu muito sobre política e estratégia militar e sonhava em escrever um grande romance. Acreditava-se, mesmo, que Napoleão considerava a literatura sua verdadeira vocação, e que foi sua incapacidade de escrever um grande romance e conquistar uma reputação literária que o levou a escolher uma alternativa menor, conquistar o mundo.

Não sei se é verdade, mas fiquei pensando no que isso significa para os escritores de hoje e daqui. Em primeiro lugar, claro, leva a pensar na enorme importância que tinha a literatura nos séculos 18 e 19, e não apenas na França, onde, anos depois de Napoleão Bonaparte, um Victor Hugo empolgaria multidões e faria História não com batalhões e canhões mas com a força da palavra escrita, e não só em conclamações e panfletos mas, muitas vezes, na forma de ficção. Não sei se devemos invejar uma época em que reputações literárias e reputações guerreiras se equivaliam dessa maneira, e em que até a imaginação tinha tanto poder. Mas acho que podemos invejar, pelo menos um pouco, o que a literatura tinha então e parece ter perdido: relevância. Se Napoleão pensava que podia ser tão relevante escrevendo romances quanto comandando exércitos, e se um Victor Hugo podia morrer como um dos homens mais relevantes do seu tempo sem nunca ter trocado a palavra e a imaginação por armas, então uma pergunta que nenhum escritor daquele tempo se fazia é essa que nos fazemos o tempo todo: para o que serve a literatura, de que adianta a palavra impressa, onde está a nossa relevância? Gostávamos de pensar que era através dos seus escritores e intelectuais que o mundo se pensava e se entendia, e a experiência humana era racionalizada. O estado irracional do mundo neste começo de século é a medida do fracasso dessa missão, ou dessa ilusão.

Depois que a literatura deixou de ser uma opção tão vigorosa e vital para um homem de ação quanto a conquista militar ou política - ou seja, depois que virou uma opção para generais e políticos aposentados, mais compensação pela perda de poder do que poder, e uma ocupação para, enfim, meros escritores - ela nunca mais recuperou a sua respeitabilidade, na medida em que qualquer poder, por armas ou por palavras, é respeitável. Hoje, a literatura só participa da política, do poder e da História como instrumento ou cúmplice. E não pode nem escolher que tipo de cúmplice quer ser. Todos os que escrevem no Brasil, principalmente os que têm um espaço na imprensa para fazer sua pequena literatura ou simplesmente dar seus palpites, têm essa preocupação. Ou deveriam ter. Nunca sabemos exatamente do que estamos sendo cúmplices. Podemos estar servindo de instrumentos de alguma agenda de poder sem querer, podemos estar contribuindo, com nossa indignação ou nossa denúncia, ou apenas nossas opiniões, para legitimizar alguma estratégia que desconhecemos. Ou podemos simplesmente estar colaborando com a grande desconversa nacional, a que distrai a atenção enquanto a verdadeira história do país acontece em outra parte, longe dos nossos olhos e indiferente à nossa crítica. Não somos relevantes, ou só somos relevantes quando somos cúmplices, conscientes ou inconscientes.

Mas comecei falando da frustração literária de Napoleão Bonaparte e não toquei nas implicações mais importantes do fato, pelo menos para o nosso amor-próprio. Se Napoleão só foi Napoleão porque não conseguiu ser escritor, então temos essa justificativa pronta para o nosso estranho ofício: cada escritor a mais no mundo corresponde a um Napoleão a menos. A literatura serve, ao menos, para isto: poupar o mundo de mais Napoleões. Mas existe a contrapartida: muitos Napoleões soltos pelo mundo, hoje, fariam melhor se tivessem escrito os romances que queriam. O mundo, e certamente o Brasil, seriam outros se alguns Napoleões tivessem ficado com a literatura e esquecido o poder.

E sempre teremos a oportunidade de, ao acompanhar a carreira de Napoleões, sub-Napoleões, pseudo-Napoleões ou outras variedades com poder sobre a nossa vida e o nosso bolso, nos consolarmos com o seguinte pensamento: eles são lamentáveis, certo, mas imagine o que seria a sua literatura.

22/11/2009

Ossos do Ofício - poema - Chacal (RJ)


Chacal

sempre deixei as barbas de molho



porque barbeiro nenhum me ensinou



como manejar o fio da navalha




sempre tive a pulga atrás da orelha



porque nenhum otorrino me disse


como se fala aos ouvidos das pessoas





sou um cara grilado



um péssimo marido


nove anos de poesia



me renderam apenas



um circo de pulgas



e as barbas mais límpidas da Turquia

Curso Avançado de Hugo Macedo - Fotografia


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14 cidades (inclusive Natal) recebem o Festival Varilux de Cinema Francês em dezembro


Programação inclui quatro filmes inéditos e três reapresentações que marcaram o cinema francês nos últimos anos


Para fechar o Ano da França no Brasil em grande estilo, as telonas brasileiras recebem, de 4 a 11 de dezembro, a oitava edição do Festival Varilux de Cinema Francês. O evento recebe o apoio do Ministério da Cultura através da Lei Rouanet, assim como do Governo do Estado do Rio de Janeiro através da Lei de Incentivo à Cultura. Pelo sexto ano consecutivo, a Essilor-Varilux é o principal patrocinador do maior Festival de Cinema Francês do Brasil. Nesta edição e pela primeira vez, toda exibição será em formato digital, simultaneamente nas salas de 14 cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Curitiba, Recife, Porto Alegre, Fortaleza, Belo Horizonte, Salvador, Florianópolis, Natal, Goiânia, Belém e Campinas. Consulte a programação no site www.festivalvarilux.com.

haicai - Lívio Oliveira


foto: Aako

não mais arde a mente
o sonho que tive intenso
pescou paz silente

"Belle Époque na Esquina" - lançamento do livro de Tarcísio Gurgel


Recebi do Professor Tarcísio Gurgel, um dos principais nomes das letras potiguares, o convite acima. Por sinal, belíssimo! Trata do seu lançamento "Belle Époque na Esquina", resultado de um forte trabalho de pesquisa sobre as letras do RN naquele período histórico.

O lançamento se dará nos Jardins do Palácio da Cultura, em Natal, das 18 às 22hs do dia 27 de novembro.

Eis mais um lançamento imperdível. O TEOREMA DA FEIRA estará lá!

21/11/2009

Entrevista com José Delfino


O TEOREMA DA FEIRA interrompe a pausa de fim de semana para postar a seguinte Entrevista do Médico e Poeta José Delfino a Lívio Oliveira (lembrando que Delfino lançará o seu primeiro livro de poemas, "Almas Nuas", na próxima quinta-feira, dia 26 de novembro, a partir das 18:30hs, no Solar Bela Vista):


L.O. Delfino, conhecendo uma pouco de sua história pessoal e profissional sabemos que, mesmo no exercício de uma especialidade médica complexa, você sempre nutriu apreço e amor pelas artes em geral e nunca as deixou de lado. No entanto, essa veia poético-literária somente há pouco você vem revelando. O que fez com que você se envolvesse tão apaixonadamente pela escrita? E, principalmente, pela escrita de poemas?
J.D. Primeiro, Lívio, nada é complexo na vida, a gente é que faz por onde as coisas fiquem assim. Complexa é a arte da superação. Quanto ao meu ofício, parar a dor, às vezes induzindo o sono, é extremamente seguro como o voo do avião. Com as mesmas implicações. As variáveis é que são diferentes. Controlar e tratar todas as eventuais intercorrências durante o ato cirúrgico. Excetuando o cortar e o costurar, é claro, é que às vezes dá um friozinho na barriga e saudade de casa. Mas nada que aterrorize em demasia. Faz parte do jogo e a gente se acostuma. Por que eu gosto de escrever principalmente poemas? Eu não faço poemas, eles se fazem. Não escrevo sob inspiração, não sonho e acordo com texto pronto. O que escrevo sai “a frio”. Sofrido como dor de parto, eu suponho; como cólica que dá e passa sem deixar vestígio. Brinco com palavras de forma aleatória, procuro explorar os duplos sentidos; tira daqui, bota dali, e de repente parece que aparece algo com lógica. É quando começa o processo consciente. Do meio pro fim o tema e o ritmo se assumem e o poema termina por si só. Parece, pelo menos me dá a impressão que é isso. Tanto é que quando as pessoas me lêem inferem, às vezes, o que nunca me passou pela cabeça. Esse é o barato em se fazer poesia, eu acho. No fundo é terapia, é só tentativa de cura sem plano de saúde.

L.O. Outro gosto pessoal seu é pelo cinema, destacadamente. Você conseguiu detectar influências desse seu gosto por filmes em seus poemas? De que forma?

J.D. Não saberia lhe responder com certeza. Talvez sim, de maneira subconsciente. Posso lhe afirmar apenas que não consigo ler, escrever, ouvir ou pensar as coisas sem que a imagem surja num “widescreen”, colorida, ou não.

L.O. Você ainda pretende escrever alguma obra específica sobre cinema?

J.D. Se você topar uma parceria, de repente ...

L.O. Delfino, o que deve (ou não) compor formalmente um poema?
J.D. Escrever e publicar não é só leiloar a alma, Lívio, é mais do que isso, é se expor, é derramar, extravasar sem controlar o sangue com prazer e sofrimento, até não dar mais, em módicas prestações. O mulherio, pelo menos, deve entender ao que me refiro. Seguindo esse raciocínio, o conceito “compor formalmente um poema” desaparece. Tudo vale. Tenho cada vez mais a impressão que não existem poemas bons ou ruins. Sempre em algum alguém se encontra. Tá lembrado do poema do Francisco Alvim “Argumento”, que foi escolhido como um dos cem melhores poemas brasileiros do século (XX)? É só isso: “mas se todos fazem”. De tanto ler e reler findei gostando, entendi, cheguei lá.

L.O. E o que deve compor emocionalmente uma "peça" poética?
J.D. Terminei de responder. O inconsciente brincando com o consciente se encontrando em campo neutro, numa terra de ninguém, num espaço específico, que parece que o escritor convencional, com raras exceções, tem de alguma forma dificuldade em ocupar.

L.O. A poesia, a seu ver, possui longa vida adiante? Pergunto porque – diante de tantas afirmações acerca da “morte disso, morte daquilo”, a poesia já sofreu ataques, certamente...
J.D. “Certamente”...que nada! poesia é atemporal, eterna, por mais que afirmem que viva é a uva, pois logo percebeu que tudo passa.

L.O. Delfino, quem são os autores e obras que mais lhe tocaram e/ou tocam?

J.D. Leio de tudo, sempre por diversão. Até bula de remédio , quando não tem nada por perto. Os dois últimos que li, são dois petardos imperdíveis. Não me tocaram, me espetaram. “Galiléia”, de Ronaldo Correia de Brito, e “ A parede no escuro” de Altair Martins. Difícil dizer qual o melhor. “O sol também se levanta” eu já li umas dez vezes e sempre descubro nele algo de novo, não sei o porquê. Quando descobrir lhe digo.

L.O. Nesse atual contexto em que temos uma verdadeira avalanche de informações, o que deve ser colhido como fruto raro?
J.D. Fruto raro, o que é isso? Tudo se repete, de forma igual ou um pouquinho diferente, na abordagem. Original, só Adão e Eva, pois não tinham umbigo (e a costela só veio pra atrapalhar), o pecado a serpente, a maçã. Em tempo: sacro, pra mim, só o osso. Aprendi no primeiro ano da faculdade.

L.O. A internet auxilia a Literatura?
J.D. Óbvio. Socializar é tudo e fácil. Difícil é separar o luxo do lixo. Principalmente em literatura médica.

L.O. O que alimenta um poeta, Delfino?
J.D. A poesia, doido, ou você não sabia que ela foi feita pra se comer.

L.O. Alguma outra obra em mente? De que forma você pretende guiar sua trajetória nesse mundo da palavra?
J.D. As coisas vão pintando de forma aleatória. No momento, tô escrevendo um livro técnico sobre anestesia peridural torácica.

L.O. Delfino, uma tima pergunta: o que vale mesmo a pena?
J.D. Passar a vida toda deitado numa rede, lendo, vendo filme, ouvindo música, nos intervalos tocando violão e escrevendo, como se fosse possível. Bater papo (nunca por telefone, gosto de ver os olhos das pessoas). Cigarrinho e álcool que ninguém é de ferro. Afinal, eu ponho é as pessoas pra dormir , com tudo que faço. E o melhor em dormir de rede é não ter de responder qual o livro de cabeceira.

19/11/2009

Até logo!



Caros amigos e amigas do blog,

O TEOREMA DA FEIRA estará em recesso durante mais um final de semana.

Até o retorno.

Abraços.

8º Sarau da Aliança Francesa de Natal e encerramento do Ano da França no Brasil


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No dia 25 de novembro de 2009, às 19h00min, a Aliança Francesa de Natal realizará o 8º Sarau de Poesia.


Os poetas/Escritores homenageados: o Potiguar Dorian Gray e o Francês Baudelaire. Haverá acompanhamento musical do Trio "Naquele Tempo", apresentando o melhor do chorinho, das valsas e dos clássicos da MPB.

No mesmo evento, a Aliança Francesa de Natal encerra as comemorações do Ano da França no Brasil.

Na Galerie d'Arts José Valério Cavalcanti estarão expostas os quadros da artista plástica Gisélia de Maria Ferreira Costa da Mota "Paisagens".

Zedelfino lança livro de poemas!


O dileto colaborador deste blog, José Delfino (meu amigo e compadre), estará lançando o seu primeiro livro de poemas no Solar Bela Vista, no dia 26 deste mês de novembro (a última quinta-feira do mês), a partir das 18:30h.

O livro se chamará "Almas Nuas" e terá prefácio do jornalista e escritor Vicente Serejo.

Os leitores d'O TEOREMA DA FEIRA já conhecem a bela poesia de Zedelfino. Valerá a pena conferir os poemas encartados num livro especialíssimo.

Todos lá!!!!!

Aritmética - poema - José Delfino


minha palma se prende

onde a tua mão arrisca

num cabo de faca que

em lâmina a razão se corta

e na pele apaga arisca

a cadência espasmódica

da dízima periódica do medo

que o esgar da morte avulta

em fúria frontal que se esconde

no equilíbrio dos dedos

da mão que fere avulsa

Mais Serguei!


O editor deste blog, definitivamente, virou fã de Serguei, ou Sergueirock, o maior twitteiro (http://twitter.com/home), escritor e filósofo do mundo ocidental.

Vale a pena ler o que escreve no seu Twitter. Hoje trago novas máximas:

"Hj eu aplaudirei o sol com muita energia positiva. Darei até cambalhotas em homenagem ao Astro Rei. GO, MY KING!"

"Me identifico bastante com o sol. Nós dois somos quentes, gostosos e brilhamos muito."

"Eu sinto uma vibração pansexual no sol. A energia dele penetra quente em qualquer superfície. Sou assim tb!" 

Serguei é um gênio!!!

18/11/2009

Semana da Música - 2009- UFRN


Maestro Tiago Flores

“Semana da Música 2009” começa na segunda com diversas atrações gratuitas


O maior evento musical da UFRN começa na próxima segunda-feira (23/11) e vai até dia 28. A Escola de Música promove a “Semana da Música 2009” com apresentações artísticas, “V Fórum de Pesquisa da EMUFRN”, palestras e convidados. A novidade para esta edição é a “Semaninha” voltada para crianças, mesmo para aquelas que nunca tiveram contato com a educação musical.

A solenidade de abertura tem o comando da “Orquestra da Semana da Música 2009”, que está sendo preparada desde terça-feira (17/11) pelo maestro convidado Tiago Flores, atual regente da tradicional orquestra gaúcha Ulbra. A solenidade começa às 19h30, no Auditório da EMUFRN, com entrada franca.

A “Semaninha” ocorre na quinta (26/11) e sexta-feira (27/11) e é voltada para crianças de 07 a 11 anos. As inscrições podem ser realizadas pelo site: www.musica.ufrn.br/semana2009. Com o tema “Vivendo e Brincando a Música”, estão sendo oferecidas duas turmas, com 20 vagas em cada uma, sendo uma das 09h00 às 11h00 e outra das 14h00 às 16h00.

Além do concerto de abertura e da “Semaninha”, a comunidade externa também pode participar de mini-cursos como do Prof. Dr. Djalma Marques, que vai tratar do tema “Programa preventivo de distúrbios osteomusculares (DORT/LER) em músicos”. Também tem “marterclasses” com professores convidados de outros estados brasileiros. As inscrições também devem feitas pelo site, mas a efetivação apenas ocorre com o pagamento de 1kg de alimento não-perecível, exceto sal, no dia do credenciamento.

Maestro convidado

Tiago Flores é especializado em regência orquestral em São Petersburgo (Rússia), com Victor Fedotov. Participou de cursos, oficinas e festivais com Kurt Redel, na Alemanha. O maestro venceu o concurso “Jovens Regentes” promovido pela Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA). Já atuou à frente de orquestras do Brasil, Venezuela, México, Itália e Áustria. Também foi diretor artístico da OSPA entre 1999 e 2001.

Hoje é regente da Orquestra de Câmara da ULBRA,e, com este trabalho vem recebendo inúmeros elogios da crítica especializada, destacando-se como grande incentivador da nova música e tendo contribuído para o reconhecimento do conjunto como um dos melhores do gênero no país. Recebeu o prêmio “Melhores da Cultura 2005”, conferido pela Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, e em 2006, no Festival de Cinema de Maringá, o prêmio de "Melhor Música" como diretor musical do filme "Sal de Prata", do diretor Carlos Gerbase.

As apresentações artísticas

Diversas atrações vão levar de música popular à música erudita ao público. As apresentações artísticas começam às 11h30 e vão até 21h30. O destaque deste ano é para o lançamento de CD do instrumentista Radegundis Tavares, o “Duo Dois Irmãos”, formado por Roberto Taufic e Eduardo Taufic, bem como as noites temáticas com a participação dos grupos da EMUFRN como: Madrigal, Big Band Jerimum Jazz, Sexteto Potiguar, Octeto de Saxofones, Alzeny Nelo e Octeto de Violoncelos, Octo Voci, Potibones, entre outros grupos. Todas as apresentações são gratuitas.

Serviço:

Semana da Música 2009
Data: 23 a 28/11
Local: Escola de Música da UFRN
Site: www.musica.ufrn.br/semana2009

Para mais informações:

Raquel Souza (assessoria de comunicação da EMUFRN) – 8861-2027

Anúncio (antecipado) de suspensão do blog


Caros amigos e amigas,

Quero anunciar, em respeito ao meu público leitor, e com alguns dias de antecedência, que o meu querido blog O TEOREMA DA FEIRA terá solução de continuidade nesse final de 2009 - início de 2010.

Suspenderei, a partir do mês de dezembro, as postagens.

As razões são várias. Nenhuma delas é negativa.

Com o presente blog tenho tido a grata satisfação de contribuir com o mundo cultural de minha terra e dalhures. Também tenho podido opinar e me manifestar livremente sobre uma série de coisas que me vêm à cabeça, e expressado, na medida do possível, o meu pensamento sobre cultura e arte.

 Ocorre que tenho importantes tarefas de ordem profissional a concluir neste final de ano, tenho uma viagem marcada para os dezoito primeiros dias de janeiro, e, posteriormente, o mais importante para mim: precisarei de mais tempo para enfrentar novas tarefas de ordem acadêmico-profissional que abracei com mais vigor (o que me impedirá de postar diariamente tal como gosto de fazer).

Após isso, inclusive, penso em redimensionar meu espaço virtual, talvez passando a atuar num outro "domínio" ou fazendo um site de ordem pessoal, com minha produção e sem a obrigatoriedade (a que me impus) de postar diariamente.

Bem, o fato é que deverei continuar postando ao longo desses próximos dias, após o que definirei meticulosamente o que deverei fazer com este espaço virtual.

Um abraço a todos e continuem lendo - até o fim do ano - O TEOREMA DA FEIRA.

Lívio Oliveira

"Jorge Fernandes - O viajante do tempo modernista" - lançamento


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As twittadas de Serguei


Serguei

Definitivamente, não virei um fanático pelo Twitter. Tem muita gente conversando besteira e alguns querendo aparecer sem ter nada a dizer em qualquer número de caracteres. Um blá-blá-blá que quase nunca se justifica. Pensei até em criar uma versão brasileiramente melhorada: o Sibitter, onde só entraria gente inteligente e criativa. Infelizmente, não consegui patentear a marca (deve ter sido assumida por algum chinês empreendedor) e continuei atuando naquele novo espaço virtual de comunicação para neuróticos (como eu). Mais um, meu Deus! Mais um!

Agora, quero dizer ao público leitor d'O TEOREMA DA FEIRA que já elegi o melhor (the best, para usar a linguagem de certos colunistas sociais de Natal) dentre os melhores do Twitter. Trata-se das twittadas de Serguei (http://twitter.com/sergueirock), ou Sergueirock, figura folclórica (e cheia de história) do rock brasileiro.

Serguei, para quem não sabe, foi namorado da mítica roqueira dos anos 70, Janis Joplin, com quem teve - além de um affair amoroso - umas confusões bizarras. É uma figura extravagante, mas extremamente divertida. Um dinossauro da criatividade e da arte! E isso, a gente pode conferir a partir das frases de (extremo) efeito que coloca nos seus 140 caracteres psicodélicos, muito bem usados.

Confiram, diante dos exemplos que seguem, se não é verdade o que digo:

"Não vi problema em ficar no escuro ontem. Me guiei pelo calor dos corpos que estavam ao redor. Toque é tudo, people!"

"Pansexualismo é pra poucos. Se vc não sabe brincar, não desça no play pra transar com os brinquedos, ok?"

"Hj não resisti e fingi estar me afogando. O Marcão, novo salva-vidas aqui de Saquá é praticamente um Kama-Sutra do boca-a-boca."

"People, nunca acreditei nessas bobagens de superstição, saca? Um disco de Axé ou Funk dão muito mais azar q sextas 13!"

"Tudo está conectado, tudo faz sentido. Menos funk, axé, pagode e sertanejo pra corno bêbado e chato, people!"

"Bicho, CD é tão frio quanto sexo virtual, saca? Vinil é como transar alguém: ruídos e cuidados fazem parte da relação."

"Estou cozido. Não me perguntem como isso foi acontecer. Mas ACONTECEU. E não gozei colorido. Ponto final!"

É verdade, ou não é? E olha que são poucos exemplos, os que dei.

Serguei, definitivamente, é o que existe de melhor no mundo frenético do Twitter. Virei seu fã. Hoje, Serguei é o meu escritor (em 140 caracteres, ou mais) preferido. Que me desculpem os "best-sellers" da terrinha ensolarada.

17/11/2009

Nelson na ficção


O jornalista e crítico literário Nelson Patriota, operoso e fiel colaborador da imprensa escrita potiguar e do site Substantivo Plural, está engatinhando no gênero dos contos e da ficção. Submeterá aos leitores e também à atenta crítica (desta vez, alheia) o seu livro “Colóquio com um leitor Kafkiano”, pelo selo Jovens Escribas, capitaneado por Carlos Fialho.

O lançamento se dará no dia 20 de novembro, a partir das 18 horas, na Livraria Siciliano do Midway Mall.

Vale a pena conferir e observar os detalhes da nova e ousada incursão de Nelson no mundo das palavras, ao qual dedica permanente vassalagem.

Poema de Michelle Ferret


As ruas guardam segredos que só as pedras sabem

são pés, suores, medos

dos que caminham por ali

palavras soltas, noites sem graça, luas inteiras

as ruas estreitas guardam mais


Leia mais textos de Michelle Ferret em:
http://paodecadadia.zip.net/

Demagogia e agressões na área jurídica - por Dalmo de Abreu Dallari*


Ministro Gilmar Mendes, do STF

O noticiário da área jurídica tem sido concentrado em fatos relacionados com o Supremo Tribunal Federal e com o Conselho Nacional de Justiça, mas sempre dando absoluto relevo às opiniões e às determinações do presidente do Supremo Tribunal, ministro Gilmar Mendes, que atualmente é também presidente daquele Conselho.

Diariamente a figura do ministro presidente aparece na grande imprensa, em vistosas fotos, ilustrando matéria em que ele faz o julgamento prévio de fatos e autoridades, antecipando mesmo sua opinião sobre questões que muito provavelmente chegarão ao Supremo Tribunal Federal por via recursal, para decisão daquela Corte, presidida por ele mesmo.

Já é opinião corrente na área jurídica que o setor mais ativo do Judiciário brasileiro na atualidade é a assessoria de imprensa do presidente do Supremo Tribunal Federal. O que se observa, entretanto, é que tal dinamismo, centrado na promoção pessoal da figura do presidente, configura uso indevido de recursos públicos, pois a manutenção e o uso dessa assessoria personalizada consomem, irregularmente, recursos orçamentários da mais alta Corte brasileira.

Significado positivo

Com freqüência a matéria divulgada contém acusações a juízes e tribunais, afirmando ou sugerindo que o Judiciário trabalha muito pouco e daí a grande demora nas decisões, a par da afirmação da incompetência e falta de responsabilidade dos dirigentes, que são apontados como incapazes de imprimir uma boa gestão e que praticam o mais escandaloso desperdício dos recursos financeiros destinados ao tribunais, sendo prova disso a elevada despesa com pessoal, que supera muito os demais itens da despesa.

Partindo deste último ponto, seria espantoso, isto sim, se um tribunal gastasse mais com equipamentos e materiais do que com pessoal. A despesa básica dos tribunais é e deve ser, precisamente, com pessoal, pois o Judiciário presta serviços de alta relevância social, valendo-se das atividades de pessoas que se ocupam das mais diversas tarefas, desde a coleta e organização de documentos e sua intensa movimentação entre diferentes setores do Judiciário e dos que nele atuam, até uma decisão final e sua divulgação.

Isso é fundamentalmente diferente, por exemplo, de uma Secretaria de Obras, que deve comprar máquinas, aparelhos diversos e grande quantidade de ferramentas, de equipamentos e de materiais, para a execução de obras e serviços.

Acrescente-se, ainda, que a partir da Constituição de 1988 cresceu muitíssimo o volume de trabalho dos juízes e tribunais, o que tem um significado altamente positivo, pois revela que milhões de brasileiros que antes não tinham acesso à Justiça agora buscam, com o apoio do Judiciário, a defesa e efetivação de seus direitos.

Promoção pessoal

Tem sido freqüente o noticiário, com títulos chocantes, sobre a elevada despesa do Judiciário com pessoal, mas nenhum órgão da imprensa fez referências ao tremendo volume de trabalho dos órgãos judiciários, sem que tenha ocorrido uma substancial melhoria de suas instalações e de seus meios de atuação. Seria justo, e muito valioso para o fortalecimento do sistema democrático brasileiro, esclarecer o povo sobre a quantidade de processos que ingressam diariamente no Judiciário, dando algumas informações sobre a complexidade de sua tramitação e, com ênfase, sobre a quantidade de decisões proferidas.

Chamar a atenção para esses pontos seria um serviço público relevante, pois na tradição brasileira o Judiciário é um Poder mais fraco, sobretudo em termos de participação nos orçamentos públicos. E as regras constitucionais sobre a tramitação das leis orçamentárias legalizam essa fraqueza, pois o Judiciário deve enviar ao Executivo sua proposta de orçamento, que normalmente sofre cortes substanciais, não tendo qualquer possibilidade de influir para que o Executivo e o Legislativo, que negociam a versão final da lei orçamentária, reconheçam suas necessidades e lhe assegurem os meios necessários.

Assim, pois, em lugar de contribuir para a promoção pessoal de personagens e para a desmoralização do Judiciário a imprensa deveria atuar com responsabilidade, dedicando grande espaço às atividades judiciárias e ressaltando sua importância para a convivência pacífica e justa dos brasileiros.

*Publicado no Observatório da Imprensa – 17/11/2009
[Enviado a este blog por Antonio Capistrano]

"A Natureza Viva de Aécio Emerenciano" - lançamento


Clique para ampliar o convite.

Lágrimas e Esperança (trilogia de poemas) - enviados pelo autor, Eduardo Gosson* - Natal/RN


foto: Lívio Oliveira

Lágrimas e Esperança - I


Para Maria Dantas de Araújo, minha mãe.


Maria Dantas de Araújo:

-mamãe, minha mãe e mãe

como os três filhos

a chamávamos.


De olhos florestais

e cabelos cor de mel,

Amava-nos!

Entre nós grandes

silêncios

e ressurreições!


No meio, a “Rua do Motor

com urubus e carniças”.

Agora, a Jerusalém celestial

onde Deus

te espera

Entre o azul e o infinito.


Lágrimas e Esperança - II


A solidão

daquela mãe

no dia do casamento

do seu filho caçula

comoveu

a todos.


Aquela senhora

não tinha a liberdade

maior – a luz do Sol –

e as lágrimas que vertiam

em seu rosto

também eram nossos!


Todavia, ela trazia na alma a esperança:

Jesus de Nazaré!


Lágrimas e Esperança - III

Para Gisélia Pinheiro Cabral


Este mundo

não um outro-

é um vale de lágrimas

a ser transposto

pouco a pouco.



Com dias cinzentos

e noites de completa

escuridão.

Às vezes, a esperança

não vem

e aumenta mais

a nossa dor.


Da luta entre

as trevas e a luz,

surge:

“ – eu sou a raiz e a geração de Davi,

a resplandecente estrela da manhã!”


*Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e Presidente da União Brasileira de Escritores do Rio Grande do Norte - UBE/RN.

"do leão, a juba" - poema - Sérgio de Castro Pinto - João Pessoa/PB


sol de pêlos
ao redor
da cabeça,

a fulva juba flameja:

estrela
de primeiríssima
grandeza!

Lançamento do livro "Incerto Caminhar", de David Leite


"Home", o filme - Alliança Francesa de Natal


"HOME"

Um dos filmes mais importantes do ano para o desenvolvimento sustentável


Um filme de Yann Arthus-Bertrand distribuído gratuitamente no mundo inteiro

Quarta-feira, 18 de novembro, às 17horas, na Aliança Francesa de Natal

Rendez vous le 18 novembre 2009 à 17h à l’Auditorium de l’ ALLIANCE FRANÇAISE DE NATAL pour assister à la projection gratuite du film !


SESSION CINÉPHILIE CINE CLUBE NATAL / AF NATAL

Nos últimos 50 anos, o ser humano modificou seu ambiente mais do que nos 200.000 anos de suas gerações anteriores.


O fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand retrata a Terra através da visão de um pássaro, sobrevoando mais de 50 países e mostrando as fragilidades que o planeta enfrenta, e como a superfície é moldada pela presença do homem. A visão através dessa perspectiva nos permite enxergar melhor como tudo na Terra é interligado, e como tudo o que fazemos afeta o ambiente em que vivemos, e que nossos filhos vão viver. Como um quadro impressionista, que só enxergamos quando damos um passo pra trás.


O documentário HOME não apresenta gráficos, dados projetuais ou coisas do tipo, mas cenas fantásticas de cenários terrestres, em alta definição. É mais um exercício de reflexão do que mais uma mensagem alarmante de que temos que cuidar melhor do nosso planeta.

O longa foi feito com um orçamento de 12 milhões de Euros, lançado em 5 de Junho, e distribuído gratuitamente pela internet. A produção é de Luc Besson, a narração se dá em francês com legendas em português.

16/11/2009

UBE/RN - edital

Edital de convocação de Assembléia Geral Extraordinária


Através do presente Edital, ficam convocados todos os associados da União Brasileira de Escritores do Rio Grande do Norte – UBE/RN a comparecer à Assembléia Geral Extraordinária da Entidade:

Data: 17 dezessete ) de novembro de 2009

Local: sala de reuniões do Memorial Desembargador Vicente de Lemos, sito à rua Padre João Manoel, s/n, por trás do Tribunal de Justiça, na Cidade Alta

Hora: às 17h, em primeira convocação com a presença da maioria absoluta dos seus sócios; às 17h30m, com qualquer número.

Finalidade de eleger:

1. Conselho Fiscal;

2. Conselho Consultivo.

Natal/RN, 09 de novembro de 2009

EDUARDO ANTONIO GOSSON
(Presidente)

"diante de um filme de carlitos" - poema - Sérgio de Castro Pinto - João Pessoa/PB


sentava os olhos
e logo os dividia:
chorava com o direito
e com o esquerdo sorria.

os dois jamais sorriam
ou choravam,
(sempre dividiam,
eram sempre estrábicos),
um era triste
e o outro palhaço.

poema presente no livro "o cristal dos verões", ed. Escrituras, São Paulo/SP, 2007.

15/11/2009

Galos e Galinhos (imagens)





fotos acima: Lívio Oliveira

Acabei de chegar de Galinhos (que ainda não conhecia) e devo afirmar: é, realmente, um passeio especial e o lugar é cercado de raras belezas naturais.

Agora, se você quiser badalação e movimento, nunca vá a Galinhos. Ficará decepcionado. Trata-se, de fato, de um recanto extremamente calmo e bucólico, exatamente para aqueles que querem descanso e paz - como eu, neste quase final de ano.

Acredito, também, que a estrutura turística de Galinhos e, principalmente, de Galos (povoado vizinho), poderia melhorar muito, muito mais.

Vejam, acima, algumas imagens que produzi por lá.

13/11/2009

"Estou a dois passos..."


foto: Farol de Galinhos, por Alex Uchôa

Daqui a poucas horas, o editor d'O TEOREMA DA FEIRA estará iniciando um final de semana em Galinhos/RN. Decidiu não levar relógio, celular e nem, obviamente, computador. Somente a companhia de boas pessoas, natureza e um livro.

Assim, não tendo como atualizar o blog nesse curto período de dois dias e meio, solicita aos caríssimos leitores e leitoras que continuem acessando os textos e imagens já postados no blog e aguardem o retorno no início da semana que vem, com mais novidades.

Abraços!!! Muitos abraços!!!

Sem Deus - A Impossível Felicidade (comentário ao filme "Cidade de Deus") - por Marcos Silva*



Cidade de Deus é um filme que evidencia preciosismos de virtuose em muitas passagens narrativas.

O personagem Cabeleira (o ator Johathan Haagensen) e seus dois companheiros de pequena contravenção - Alicate (o ator Jefechander Suplino) e Marreco (o ator Renato de Souza) - formavam o “Trio Ternura”. Eles roubavam caminhões de gás, para distribuir o produto do assalto entre os moradores do bairro, por exemplo. Fugitivos da polícia, no início do filme, ficam escondidos em árvore muito alta. Uma grande gota de orvalho escorre de uma folha, sugerindo citação visual enviesada da clássica canção “A felicidade”, de Tom Jobim e Vinícius de Morais:

“A felicidade é como a gota

De orvalho numa pétala de flor:

Brilha tranqüila,

Depois, de leve, oscila

E cai como uma lágrima de amor”.

Essa brilhante canção, com uma preciosa melodia, desdobrada em harmonias e metáforas verbais igualmente requintadas, integrou a trilha sonora de Orfeu negro (também conhecido como Orfeu de carnaval), de Marcel Camus (1959), e nos lembra uma tradição temática do cinema brasileiro ou feito no Brasil por estrangeiros: imagens da favela e da pobreza urbana. Embora o filme desse diretor francês seja uma produção franco-ítalo-brasileira, a repercussão internacional da obra e o peso de sua excepcional trilha sonora (além das magistrais peças de Jobim e Morais, outras canções igualmente magníficas de Luiz Bonfá e Antonio Maria) findaram associando-o, entre nós e no exterior, às visões da favela carioca no cinema.

Grandes marcos do cinema brasileiro, desde antes e também depois de Orfeu negro, abordaram esse universo social: Rio 40 graus, de Nelson Pereira dos Santos (1955), Cinco vezes favela, de Marcos Borges, Marcos Farias, Carlos Diegues, Joaquim Pedro de Andrade e Leon Hirzsman (1962), e A grande cidade, de Diegues (1966).

Cidade de Deus, ambientado num conjunto residencial degradado, construído pelo governo do Estado da Guanabara, durante a gestão do governador e líder civil na implantação da ditadura de 1964 Carlos Lacerda (1960/1965), para instalar favelados, retoma essa memória cinematográfica, mesmo que o faça sob o signo da diferença – outro tempo, outra pobreza, outro cinema. Fernando Meirelles e Kátia Lund não são cinema de autor nem Cinema Novo, não querem evocar projetos de esquerda comuns àqueles antecessores temáticos, mas são cinema brasileiro, não tem como escapar dessas lembranças.

Os personagens Dadinho (depois rebatizado como Zé Pequeno; os atores Douglas Silva, na infância, e Leandro Firmino da Hora, jovem adulto) e Bené (os atores Michel de Souza Gomes, quando criança, e Phellippe Haagensen, na idade adulta) participam de um ritual de fechamento de corpo num cemitério, sob a proteção de Exu Caveira. É uma presença palpável de divindade num filme cujo título é Cidade de Deus - presença associada à morte, todavia. A cena parece anunciar que essa é uma cidade sem Deus no campo da vida (noutras passagens, há breves menções à Igreja – aparentemente, neo-pentecostal -; Alicate se refugia na religião, depois daquela fuga, como forma de se manter vivo; pessoas rezam rapidamente em situações de morte; mas Deus não mora na cidade que tem Seu Nome). Ou faz lembrar que a divindade figura na vida apenas ao redor da morte: ao invés de luz divina, ela apresenta o negror noturno do cemitério sem além – ou o além se reduz à morte.

O baile de despedida do já adulto Bené, braço direito de Zé Pequeno, apoteose de sua capacidade de conciliação (presença de diferentes grupos: sambistas, crentes, funk, o traficante Sandro Cenoura – o ator Mateus Nachtergaele -, que é um rival hostilizado por Zé Pequeno) e de seu compromisso com a felicidade (satisfação erótica associada ao amor por Angélica – papel da atriz Alice Braga -, retirada dos negócios de tráfico para viver com ela num sítio, plantando a maconha que fumaria), se encerra com o assassinato de Bené, por engano – o assassino tentava matar Zé Pequeno -, evidenciando a impossibilidade do amor naquela cidade, como já ocorrera com Cabeleira e sua companheira Berenice (a atriz Roberta Rodrigues), no início do filme, e se repetiria em seguida com o sedutor Mané Galinha (o ator Seu Jorge) e sua namorada (a atriz Sabrina Rosa). O amor fraternal de Zé Pequeno por Bené, único na vida do primeiro (a voz narrativa de Buscapé – na infância, o ator Luís Otávio, e quando adulto, o ator Alexandre Rodrigues - informa que Zé Pequeno não conseguia seduzir amorosamente ninguém, fazia sexo pagando ou forçando), se encerra com aquela morte. A festa é menos que um intervalo na violência cotidiana, violência presente em seu decorrer e que culminou na morte do diplomático Bené.

A galinha encurralada para ser amarrada, degolada e cozida, na abertura e no final do filme, se desdobra na figura de Buscapé, também encurralado pelos dois grupos de traficantes em confronto naquele desfecho, e pela chegada posterior da polícia para supervisionar o monte de carne humana jovem apodrecendo ao sol. Os cadáveres de Zé Pequeno e Mané Galinha, em primeiro plano, lembram a onipresença da morte; o resto é esperar pelos novos mortos, inclusive os que produzem e vêem as mortes dos outros.

A galinha teve o nome reiterado no trágico personagem Mané Galinha, e apareceu já no início do filme, em planos do prólogo que apresentam uma lâmina sendo afiada, o animal solto, o animal preso, jatos de sangue: falar da Cidade de Deus é como contar vida e morte desse bicho, seu caminho para a panela, tão paralelo aos trajetos humanos ali apresentados.

Esses preciosismos narrativos de Cidade de Deus colocam o fazer cinematográfico – e, particularmente, sua face técnica – em primeiro plano no filme, multipremiado, inclusive, na categoria “montagem”. Ao mesmo tempo, seu ponto de partida textual (o romance homônimo de Paulo Lins, escrito com o apoio de uma bolsa da Fundação Vitae e o incentivo do importante crítico literário Roberto Schwarz, editado pela prestigiada Companhia das Letras), reitera uma pretensão realista: narrar as coisas tal como aconteceram (“Baseado em Histórias reais”, conforme legenda final reiterada na versão para cinema). A direção de Meirelles sempre retorna ao viés subjetivo da narração e ao domínio de recursos técnicos tão ostensivos quanto os que são usados na publicidade televisiva.

Isso não é demérito, evidentemente: Stanley Kubrick declarou ter aproveitado técnicos de publicidade para realizar os efeitos especiais do magistral 2001 – Uma odisséia no espaço (1968).

Tudo sai, aparentemente, dos olhos e da voz de Buscapé, falando de si mesmo e dos outros, vendo-se e vendo esses conhecidos. Por um lado, a voz subjetiva justifica evidentes silêncios do filme sobre aspectos de seu universo temático: o aparelho de estado aparece apenas nas figuras dos policiais de rua corruptos (o tráfico de drogas depende também do tráfico de armas, que conta com a benevolência desses supostos agentes da lei), como se outros níveis absolutamente assépticos desse grupo e de fora dele não se beneficiassem daquele quadro; a cidade da classe média branca é uma espécie de vizinha arrumada, talvez vitimada pela delinqüência dos pretos bandidos (engraxates que roubam, por exemplo) de subúrbio, mas dotada de certa segurança. Buscapé, com medo dos traficantes, encontra refúgio no apartamento e no leito de uma jornalista; tem pouco branco e mestiço claro no cenário humano de Cidade de Deus. Mas era assim que o adolescente Buscapé via as coisas, com seus limites de idade, classe social e cultura...

Por outro lado, o acontecer é jogado para fora do filme, como se este não fosse, em si mesmo, um acontecimento, como se ele apenas tratasse de ser fiel aos fatos que lhe eram externos. Quando assistimos ao filme, todavia, desfrutamos de seu acontecer material, resultante exatamente daquele fazer técnico e virtuosístico. O filme é um acontecimento muito palpável na sociedade onde ele foi concebido, realizado e, depois, recebido.

É na corda bamba dessas pretensões a verismo e subjetividade alicerçada em virtuosismos de linguagem que Cidade de Deus nos apresenta o trajeto de Buscapé, menino e adolescente pobre ficando adulto, rumo a sua redenção de classe média: não se tornar traficante nem policial, ser um narrador verbi-visual (a linguagem do filme e o trabalho de fotógrafo na Imprensa), chegar vivo à idade adulta, incluindo a iniciação sexual, definir-se numa profissão legal, malgrado as grandes barreiras para formação em seu meio. Mané Galinha, por exemplo, concluiu o ensino médio e não conseguiu ir além, sequer quando prestou o serviço militar (não passou de cabo), trabalhava como humilde cobrador de ônibus antes de ingressar na bandidagem, diante do estupro sofrido por sua namorada e do assassinato de um irmão. Sua habilidade como atirador, no Exército, de nada lhe serviu profissionalmente (depois, foi passaporte para o crime, caminho para a morte), assim como a excelência de Cabeleira no futebol apenas lhe granjeou admiração entre iguais, sem perspectivas para a sobrevivência.

A cidade de classe média, além de espaço de ordem e certa segurança, também abriga os clientes dos traficantes. São consumidores brancos, detentores de um poder de consumo suficiente para trocarem mercadorias caras (óculos, câmeras fotográficas) pelas drogas que desejam. Existem espaços e momentos de convívio entre essas pessoas e os moradores da Cidade de Deus, inclusive o envolvimento amoroso representado pela relação entre Bené e Angélica. O ideal de ser classe média inclui a visão de insatisfações nesse universo, uma outra falta de perspectiva – mais confortável e bonita, todavia. A jornalista que encerra a virgindade sexual de Buscapé o convida para compartilhar maconha, mas num nível bem tranqüilo, que seu padrão de vida permite, na segurança de sua casa.

A cidade mais visível, em Cidade de Deus, é aquela da pobreza sem rumo, como se a única solução imaginável viesse da raríssima mescla entre talento, perseverança e sorte, que Buscapé representa tão claramente.

De cadáver em cadáver, o filme parece evocar Augusto dos Anjos, nos “Versos íntimos”:

“Acostuma-te à lama que te espera!”

Buscapé se redime, não vira policial nem bandido, é possível que seu talento commo fotógrafo, o apoio de solidários veteranos competentes e o estágio no jornal o transformem num profissional, integrado à cidade de classe média branca mais ou menos bem resolvida.

Mas os colegas da Cidade de Deus continuam lá, à espera da morte, como numa involuntária lembrança do verso de Bertolt Brecht, do poema “O abrigo noturno”, em tradução de Paulo César Souza:

“O mundo não vai mudar com isso”.

Metáfora bem-acabada da ética neo-liberal, avant la lettre?
_________________________
Cidade de Deus (Brasil). 2002. Direção: Fernando Meirelles. Co-direção: Kátia Lund. Roteiro: Bráulio Mantovani, a partir de romance homônimo, de Paulo Lins. Montagem: Daniel Rezende. Produção: Andréa Barata Ribeiro e Maurício Andrade Ramos. Roteiro: Bráulio Mantovani. Produção: O2 Filmes, VideoFilmes, Andrea Barata Ribeiro e Mauricio Andrade Ramos. Co-Produtores: Walter Salles, Donald K. Ranvaud, Daniel Filho, Hank Levine, Marc Beauchamps, Vincent Maraval e Juliette Renaud. Produção executiva: Elisa Tolomelli. Co-produção Globo Filmes, Lumière, Wild Bunch e Bel Berlinck. Música: Antônio Pinto e Ed Côrtes. Fotografia: César Charlone. Direção de Arte: Tulé Peake. Edição: Daniel Rezende. Oficina de atores: Nós do Cinema e Guti Fraga. Preparação de atores: Fátima Toledo. Elenco: Matheus Nachtergaele (Sandro Cenoura), Seu Jorge (Mané Galinha), Alexandre Rodrigues (Buscapé), Leandro Firmino da Hora (Zé Pequeno), Roberta Rodrigues (Berenice), Phellipe Haagensen (Bené), Jonathan Haagensen (Cabeleira), Douglas Silva (Dadinho), Gero Camilo (Paraíba), Jefechander Suplino (Alicate), Alice Braga (Angélica), Emerson Gomes (Barbantinho), Édson Oliveira (Barbantinho - adulto), Luis Otávio (Buscapé - criança), Maurício Marques (Cabeção), Charles Paraventi (Tio Sam), Darlan Cunha (Filé com Fritas), Graziella Moretto, Micael Borges e Babú Santana (Grande). 135 minutos. Colorido.

Leituras complementares.

NAGIB, Lúcia. “Fernando Meirelles”, in: O cinema da retomada. São Paulo: Editora 34, 2002, pp 301/302.

LINS, Paulo. Cidade de Deus. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

ZALUAR, Alba. Condomínio do diabo. Rio de Janeiro: Revan/UFRJ, 1994.

* Marcos Silva é Historiador e Professor na FFLCH/USP.

Atriz Cleyde Yáconis vive papel de escultora sul-africana


Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante traz O Caminho para Meca pela primeira vez a Natal

Atriz Cleyde Yáconis interpreta no palco a escultora sul-africana Helen Martins

O Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante traz a Natal o espetáculo teatral O Caminho para Meca. De 13 a 15 de novembro, no Teatro Alberto Maranhão, o público da cidade poderá conferir a interpretação da atriz Cleyde Yáconis para o texto do dramaturgo sul-africano Athol Fugard – um dos mais importantes da língua inglesa na atualidade.

A peça conta a história de Helen Martins, uma sul-africana que encontra sua forma de expressão por meio da escultura. A personagem é inspirada em uma figura real, Helen Elizabeth Martins, autêntica outsider que produziu uma arte não convencional. Nascida e criada em uma pequena comunidade branca da África do Sul, no meio do deserto, Helen é uma mulher de costumes conservadores e cultos obrigatórios da fé protestante.

Ao mesmo tempo em que descobre nunca ter amado o bom homem com quem foi casada, abandona a igreja dos domingos porque deixou de crer e, ao ficar viúva, encontra em suas mãos de escultora o caminho de sua liberdade pessoal e a felicidade de criar sua "Meca". Helen recebe a visita da amiga Elsa – vivida pela atriz Patrícia Gaspar – admiradora de suas obras, e também do pastor local, interpretado pelo ator Cacá Amaral, que se preocupa com sua ausência na igreja e na pequena vila. Por meio desses encontros, os três discutem temas como a vida, a solidão, o talento, as dificuldades da idade, a amizade e a confiança dos personagens.

Para a diretora Yara de Novaes, “Helen é a personagem ideal para que Fugard possa mostrar a resistência da sociedade perante o diferente, a eterna busca da confiança em si mesmo e nos demais, os erros dos dogmatismos religiosos e, sobretudo, tratando-se de um autor sul-africano escrevendo em 1984, denunciar o apartheid como forma de convivência".

A atriz Cleyde Yáconis, 84 anos e mais de meio século de profissão, descreve a personagem Helen como uma figura tão estranha quanto diferente. "Fiquei pasma depois que vi, pela internet, suas obras, sua casa. É surpreendente trabalhar com cimento e vidro moído. Imagino como devem ter sido as mãos dessa mulher." Para Cleyde, "a personagem não faz arte para conquistar a felicidade, mas sim por necessidade. O que me atrai na personagem é a audácia de ser o que é, de não se intimidar com a rejeição”.

Arrebatada pela personagem, a atriz - que tem vivido nos palcos uma série de mulheres densas, na faixa dos 60, 70 anos - pensou na satisfação de interpretar mais uma para somar ao seu repertório. "Fiz Karen Blixen, a dinamarquesa que inspira As Filhas de Lúcifer, de William Luce; depois a viciada em morfina Mary Tyrone, de Longa Jornada de um Dia Noite Adentro (de Eugene O'Neill, direção de Naum Alves de Souza); em seguida a professora francesa de Cinema Éden, de Marguerite Duras; Simone du Beauvoir em Cerimônia do Adeus (de Mauro Rasi, direção de Ulysses Cruz)", lembrou ela.

CCBB Itinerante

Com o objetivo de levar arte, cultura e entretenimento a várias capitais brasileiras, o Banco do Brasil realiza mais uma edição do Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante. Este ano, o projeto passará por 18 cidades com eventos socioculturais. Durante 95 dias, crianças, jovens e adultos das cinco regiões do País serão beneficiados com eventos nas áreas de música, teatro, literatura, cinema, dança e artes plásticas. O objetivo é democratizar a cultura e revelar novas tendências artísticas, proporcionando a valorização dos talentos locais.

SERVIÇO

O Caminho para Meca

Data: 13 a 15 novembro de 2009

Horário: 20h

Ingressos: R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia-entrada) para estudantes, idosos. Clientes e funcionários do Banco do Brasil também pagam meia (benefício válido, inclusive, para o acompanhante).

Classificação indicativa: 12 anos

Local: Teatro Alberto Maranhão

Endereço: Praça Augusto Severo, S/N – Ribeira

Programação cultural CCBB segue até domingo

A Companhia do Balé Teatro Maranhão, fará uma apresentação especial pelo Vozes de Mestres - Festival Internacional de Cultura Popular. Nesta quinta-feira(12), os bailarinos sobem ao palco duas vezes, às 15h e 20h, com o espetáculo O que escreve o corpo. Em cena, o espetáculo aborda a diversidade do ser contemporâneo através da escrita no corpo em forma de movimento inserida no espaço cênico. O projeto também oferece oficinas gratuitas.

Nos dias 12, 13 e 14, acontece a Oficina Corpo e Voz com a artista do Vale do Jequitinhonha Déa Trancoso. Realizada a mais de 10 anos, a Oficina trabalha a “lembrança de si mesmo” através da expressão corporal e vocal. Exercícios de yoga, audições, jogos e brincadeiras também compõem a programação, que explora os universos indígena, africano e hindu. A oficina acontece das 14h às 17h, no SESI – Solar Bela Vista, com entrada gratuita.As inscrições podem ser feitas no site www.vozesdemestres.com.br

Para os que apreciam belas imagens, a exposição Serra da Canastra será a grande pedida. A mostra fotográfica do documentarista Adriano Gambarini retrata um pouco da região considerada a Chapada de Minas Gerais, extremamente rica em aspectos naturais, com espécies da fauna ameaçadas de extinção, plantas e vegetações endêmicas. A exposição acontece das 9h às 18h, no Solar Bela Vis

Visitas orientadas à exposição serão oferecidas a escolas e público espontâneo durante todo o período da exposição. Entrada gratuita.

A sessão criança continua até domingo, sempre às 9h e 14h e a mostra de melhores filmes às 16h e 18h, também no Solar Bela Vista com entrada gratuita.

Elino Julião - aniversário de nascimento (homenagem)


Se vivo fosse, nosso querido cantor e compositor Eliano Julião, nascido em Timbaúba dos Batistas, no Seridó potiguar, faria 76 anos.

Transcrevo, como uma singela forma de homenageá-lo, o que diz a Wikipédia acerca de nosso querido artista que já partiu:

Elino Julião (Timbaúba dos Batistas, 13 de novembro de 1936 — 20 de maio de 2006) foi um cantor de forró conhecido pela forte ligação à cultura regional do quente sertão do Seridó, no Rio Grande do Norte.





Filho de Sebastião Pequeno, tocador de cavaquinho e Concertina. Foi menino butador d'água junto ao seu estimadíssimo jumentinho "Moleque", no sítio Tôco, onde cantarolava batendo numa lata as modinhas que aprendia na festa de Sant`Ana em Caicó - RN. Na casa grande da fazenda , onde se reuniam os moradores da redondeza, Elino Julião fazia a alegria da rapazeada. Costumava sair da fazenda descalço e a pé, rompendo 18 km de caatinga para bater a famosa " peladinha " em frente à Igreja de Sant`Ana na cidade de Caicó e articular-se, claro, para cantar na sede do Caicó Esporte Clube, no domingo à tarde. Cantar para Elino, já era êxtase.

Nos anos 1950, destemidamente o garoto de 14 anos "pegou morcego" no caminhão de Artur Dias e veio para Natal, se escondeu no bairro das Quintas e logo garantiu seu espaço para cantar no Programa Domingo Alegre da Rádio Poti, junto ao radialista Genar Wanderley e no animado Forró da Coréia, onde hoje é o o Estádio de futebol Machadão, forró esse que o inspirou a compor um dos seus grandes sucessos: "O forró da Coréia".



Menino esperto que trouxe no sangue as raízes do autêntico "forró pé de serra" do sertão nordestino, registrou e divulgou com originalidade e alegria a cultura e as tradições dos folguedos populares nordestinos por mais de de 4 décadas.

Canções mais conhecidas

A festa do Senhor São João

Cajueiro de Pirangi

Filho de goiamum

Meu cofrinho de amor

Maria home

Na sombra do juazeiro

Na unha do guaxinin

O burro

O mela mela

O rabo do jumento

O Relabucho

Puxando fogo

Vamos fazer run-run


Descobri, somente hoje, que há um site oficial de Elino Julião (certamente, foi de lá que extraíram as informações para a Wikipédia).

Eis o endereço que merece ser acessado:

Você também pode ouvir uma canção de Elino, clicando AQUI.

12/11/2009

Festival Varilux de Cinema Francês retorna a Natal


8º Festival Varilux de Cinema francês
[4 a 11 de dezembro de 2009]

Fechando a temporada excepcional do Ano da França no Brasil, o Festival Varilux de Cinema Francês chega a sua oitava edição, entrando em uma nova era, a digital, ou seja, da modernidade, da inovação e da qualidade. Graças ao sistema digital da Rain, o Festival acontecerá do dia 4 a 11 de dezembro, em 14 cidades simultaneamente, em parceria com as Alianças Francesas: Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Curitiba, Recife, Porto Alegre, Fortaleza, Belo Horizonte, Salvador, Florianópolis, Natal, Goiânia, Belém, Campinas. Contando com o serviço audiovisual da Embaixada de França, foi realizada uma minuciosa seleção de 7 filmes, sendo alguns considerados o melhor do cinema francês dos três últimos anos e vários lançamentos. A partir da segunda semana de novembro, confira a programação ao site : www.festivalvarilux.com
 
fonte: Loïc Gosselin - Media Mundi

Se eu usasse celular - crônica - por Rizolete Fernandes


Encontrei ontem na rua um amigo que não via há meses. Por coincidência, no momento em que nos dirigíamos um ao outro, ele atendeu ao celular, voltou-se inteiramente para a chamada e eu, sem querer ficar ouvindo conversa alheia, que dava mostra de ir longe, fui saindo de fininho, com pena do abraço adiado. A cena parece incorporada ao comportamento das pessoas, por que a trago à baila?


Ora, aparentemente simples, o episódio, na realidade, é a demonstração cotidiana de um fenômeno complexo de dimensões planetárias que consiste na substituição do contato físico humano pelo contato virtual, processada nos dias atuais por detentores de aparelho celular. Num mundo curvado aos aparatos da comunicação virtual, o leitor não precisará de esforço para lembrar das várias vezes em que viu numa mesa de bar, duas pessoas (que supostamente se encontraram para conversar) ignorarem-se, para se estender em bate-papos com pessoas distantes dali, pelos celulares. O que no meu entender contradiz o argumento daqueles que vêem o uso crescente do meio como forma de amenizar a solidão.


Sem dúvida a telefonia móvel, como parte da evolução tecnológica que caracteriza o atual estágio de desenvolvimento, é essencial ao funcionamento da multifacetada rede de afazeres humanos. Tornou-se imprescindível a inúmeras profissões e muitos casos específicos, embora seu crescimento, que já atinge um em cada três brasileiros, se dê, em boa parte, por usos no mínimo dispensáveis e entre os mais jovens. Mas o foco aqui é a substituição do contato pessoal, direto, pelo virtual e os reflexos possíveis desse afastamento físico nas relações sociais, cujo tecido já se mostra bastante esgarçado.


Como o leitor pode depreender do título, não sou usuária deste tipo de telefonia, para o que pode ter concorrido um episódio quase anódino, à época da chegada dos primeiros “tijolões” à Natal, já lá se vão mais de 12 anos. Num grupo, o conhecido de um amigo exibia, orgulhoso, sua nova aquisição, da qual fornecia o número a quem chegasse perto, lembrando a todo instante e com o que me pareceu afetação, que não deixassem de ligar “no m e u ce-lu-laar”. Pronto, iniciava-se ali a indisposição! A outra e mais consistente explicação diz respeito à minha condição de egressa do mercado formal de trabalho. Sem horários pré-estabelecidos a obedecer e independente de exigências outras que não o compromisso com minha escrita, fiz opção por não usá-lo.


E dessa forma continuo exercitando o cara a cara como modo preferencial de relacionamento, formando, com a grata companhia de Alex Nascimento, entre outros poucos, a fileira dos sem-celulares da cidade. Muitas vezes, divirto-me com o espanto das pessoas que me arguem a respeito e busco desestimular amigos que tentam me mimosear com esse objeto do desejo de um número cada vez maior de viventes.


Claro, muita gente usa o celular de forma discreta, comedida e quando necessário, mas é fácil constatar que boa parte das pessoas em nossa cidade a ele recorre sem moderação e com sobeja deselegância. Se eu usasse telefone celular, procuraria jamais protagonizar, entre outras, as seguintes cenas:


a) adentrar recintos coletivos conversando virtualmente, indiferente aos apertos de mão e outros educados cumprimentos; b) deixar esperando a pessoa que acabasse de entrar em minha sala, para me estender em conversa com alguém que chamou por essa via, como se não fosse possível pedir para ligar dentro de alguns minutos; c) entrar numa sala de espetáculos com o aparelho ligado, inaceitável desrespeito aos artistas e ao público; d) obrigar pessoas em filas de banco, salas de espera e outros, a ouvir prosaicas conversas alheias; e) num restaurante, em voz alta, encetar discussão virtual infindável, para infelicidade da vizinhança que só queria fazer a refeição em paz.


Finalmente e, sobretudo, ao ser alcançada por uma dessas ligações, no exato instante de um encontro, diria num átimo a quem estivesse chamando que ligaria depois, em deliberada e flagrante substituição do calor do celular na orelha pelo dos dois aconchegantes braços humanos estendidos bem ali, a minha frente.

Rizolete Fernandes - mrizolete@yahoo.com.br

Lançamentos anunciados (Coleção Estudos Norte-Rio-Grandenses)

Lançamento de títulos da Coleção Estudos Norte-Rio-Grandenses – EDFRN / NCCEN


DATA: 11 dez. 2009 (sexta-feira)
HORA: 18h30min
LOCAL Museu Câmara Cascudo/UFRN (Av. Hermes da Fonseca)

Títulos a serem lançados:

a) Inéditos e dispersos de Nísia Floresta (Org. Constância Lima Duarte);

b) Poeira do céu e outros poemas – João Lins Caldas (Org. Cássia Matos dos Santos);

c) Dispersos: poemas e prosas – Ferreira Itajubá (Org. Humberto Hermenegildo e Mayara C. Pinheiro);

d) Exercícios de poesia: textos esparsos – Zila Mamede (Org. Humberto Hermenegildo, Maria José Mamede e Marise Mamede);

e) A questão do folclore no Brasil; do sincretismo à xifopagia- Gilberto Felisberto Vasconcelos.

fonte: http://www.mcc.ufrn.br/portaldamemoria/wordpress/

Livro "Eleições 2008 - O Brasil e o efeito Obama" - convite


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Uma Burca para Geisy - Miguezim de Princesa



I

Quando Geisy apareceu

Balançando o mucumbu

Na Faculdade Uniban,

Foi o maior sururu:

Teve reza e ladainha;

Não sabia que uma calcinha

Causava tanto rebu.



II

Trajava um mini-vestido,

Arrochado e cor de rosa;

Perfumada de extrato,

Toda ancha e toda prosa,

Pensou que estava abafando

E ia ter rapaz gritando:

"Arrocha a tampa, gostosa!"



III

Mas Geisy se enganou,

O paulista é acanhado:

Quando vê lance de perna,

Fica logo indignado.

Os motivos eu não sei,

Mas pra passeata gay

Vai todo mundo animado!



IV

Ainda na escadaria,

Só se ouvia a estudantada

Dando urros, dando gritos,

Colérica e indignada

Como quem vai para a luta,

Chamando-a de prostituta

E de mulherzinha safada.



V

Geisy ficou acuada,

Num canto, triste a chorar,

Procurou um agasalho

Para cobrir o lugar,

Quando um rapaz inocente

Disse: "oh troço mais indecente,

Acho que vou desmaiar!"



VI

A Faculdade Uniban,

Que está em último lugar

Nas provas que o MEC faz,

Quis logo se destacar:

Decidiu no mesmo instante

Expulsar a estudante

Do seu quadro regular.



VII

Totalmente escorraçada,

Sem ter mais onde estudar,

Geisy precisa de ajuda

Para a vida retomar,

Mas na novela das oito

É um tal de molhar biscoito

E ninguém pra reclamar.



VIII

O fato repercutiu

De Paris até Omã.

Soube que Ahmadinejad

Festejou lá no Irã,

Foi uma festa de arromba

Com direito a carro-bomba

Da milícia Talibã.



IX

E o rico Osama Bin Laden,

Agradecendo a Alá,

Nas montanhas cazaquistãs

Onde foi se homiziar

Com uma cigana turca,

Mandou fazer uma burca

Para a brasileira usar.



X

Fica pra Geisy a lição

Desse poeta matuto:

Proteja seu bom guardado

Da cólera dos impolutos,

Guarde bem o tacacá

E só resolva mostrar

A quem gosta do produto.

Estudantes da UnB nus em protesto contra selvageria da Uniban


foto: Sérgio Dutti

BRASÍLIA - Estudantes da Universidade de Brasília (UnB) ficaram nus no campus nesta quarta-feira, 12, em repúdio às hostilidades contra a estudante Geisy Arruda, perseguida por colegas da Universidade Bandeirantes (Uniban), por usar um vestido curto.


Segundo os alunos e alunas, as imagens divulgadas chocaram pela "selvageria" e "barbárie". Depois de tirarem as roupas, os estudantes pediram que a reitoria da UnB se manifestasse formalmente contra a direção da Uniban.


fonte: estadao.com.br